Dia monótono, inconstante...
Sem qualquer revelação atempada do tempo.
Desespera a necessidade de agir contra as circunstâncias que limitam o dia.
E assim falo de sombras, porque não há sol!
Apenas a sombra fingida da caneta sincera,
por entre uma frágil nesga de luz,
que bem poderia ser caneta fingida sobre sombra inocente.
Saio com desgosto à rua,
porque a sombra não me acompanha,
deixando-me exclusivamente só.
É terrível sem sombra,
o único e íntimo apoio
para uma sobrevivência saudável.
Humildemente, dá estrutura,
suporta o conteúdo,
e na obscuridade exige sair,
exibir-se.
Em dias bonitos,
não ouso reprimi-la.
Ou arrisco perder tudo.
Inclusive a sensação de plenitude.
Jamais serei completo,
ou cheio ao ponto de rebentar.
Completo, no dicionário,
não significa cheio ao ponto de rebentar,
Acaso significasse...
...era uma alegria!
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