Cobramo-nos sempre com um lençol de seda
Um lençol suavemente branco...
Vivamos dentro dele,
Amando a vida
E a verdade de sermos deste mundo...
A lua dar-lhe-á uma cor deveras pura...
Lavar-se-á nas mais límpidas gotas de orvalho,
De chuva,
Ou até mesmo de um gelo esquecido pela noite,
Num emaranhado de ervas selvagens,
De um breve bosque...
Assim, permitirá que os raios de sol
O assaltem e que, para além do mundo,
Sejam também nossos...
Raios, porém, ligeiramente mais quentes
E menos intensos,
Mais suaves, menos confusos,
Mais claros, menos breves,
Mais leves,
subtis...
Que seja este nosso mundo,
Num lençol de seda branco...
[e que o segredo da vida seja visto mais nitidamente... sendo, para isso, as flores mais nítidas, os sons mais claros, e o sorriso tão ou mais puro que a lua.]
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